Para iniciar, digo que se colocarmos na balança, o saldo positivo foi maior, ( valeu a pena o passeio ). Foi um passeio diferente, com uma paisagem muito bacana, eu diria um passeio surreal, tivemos contato com um índio que o vereador, temíamos ser atacado por onças, correr o risco de chorar por pisar em arraias, desafio de pedalar mais de 200km em dois dias de pedal, passar por tribos indígenas, desatolar caminhão e caminhonete.
Não tenho o costume de acampar, e de repente tenho que fazer o n°2 na areia...escovar os dentes na beira de um rio e dormir com a minha bike dentro da barraca...Barraca esta que estava atrás de um palco com mais de 1.000.000,00 de watts nas nossas orelhas...que loucura.
Tive um intenso contato com os companheiros de bike. Se sentir desafiado a não deixar o companheiro te deixar para traz e vc dar tudo de si, e provar para si mesmo que e capaz.
Um momento muito “TRESHI” eu estar comendo um cachorro quente as 3:30 da madrugado e uma senhora ficar admirada com a bike e pedir para tirar fotos comigo...rs...rs e o marido ficar com ciúmes e quer entrar na foto...rs...rs pena que acabou a bateria...rs...rs. Sim... e a passeata que fomos os atores principais...só La mesmo...rs...rs.
Hoje falando ate o fato de ter afogado a moto do Marlos e engraçado...rs...rs.
Por incrível que pareça eu curti todas estas situações...Gostei muito...
Mas também tiveram situações que não foram tão boas assim. A impressão que tive e que a Ilha do Bananal( embora não tenha visto nenhum pé de banana...rs...rs ) e um local inóspito e que para fazer esta travessia tem que ter um planejamento muito grande, porque não se pode errar, estamos muito longe de qualquer socorro.
De inicio o ônibus não deixou agente na beira do rio, ( tudo bem estamos empolgados ) o índio não deu o apoio necessário para as pessoas, quase todos se perderam, com isso a água e o almoço ficaram comprometidos ( muito ruim ). Na chegado em São Felix o balsa deixou agente a 2Km do local de acamparmos, e a carona não deu conta de trazer todas as coisas e teve gente que ficou para trás.
Um dos pontos mais graves ( do meu ponto de vista ) estávamos todos no balsa as 3:30 da madrugada... “Não saímos porque tem que colocar gasolina na moto” PÓ...porque não colocou antes... Mas não foi só isto “ Foram atrás do chaveiro” PÓ...teve o dia de Sábado inteiro para resolver isto. Não...isto não existe.
Por fim eu acho que este pedal são para pessoas que já tenha um bom preparo e um bom equipamento. Pois e uma trilha muito puxada e que exige muito dos participantes ( com o agravante do sol ).
Com isto diminuiria o numero de participantes e os problemas seriam menores. Seria bom que os “motoras” fossem acostumados a dirigir em locais assim e com um carro traçado.
Jair me desculpe se em algum momento eu te “chateei”. A todo momento percebi que vc e Jamil estavam sempre tentando organizar e controlar a situação e que vc em momento algum foi omisso. Parabéns por ter tido esta coragem.
Me desculpe pelos erros de concordância a língua portuguesa nunca foi o meu forte...rs...rs.
Abraços...
Ass: Marcos Fiorante Gualda ( vulgo PAULISTA )